Falando de Ceuta, Grande-Marlaska disse aos repórteres que a Espanha havia restabelecido a ordem em grande parte em 24 horas, mas alertou que a crise ainda não havia terminado formalmente e que os reforços policiais e militares permaneceriam enquanto fossem necessários, embora as travessias noturnas tivessem caído para quase zero.
“Marrocos não representa qualquer ameaça para Ceuta ou para o resto da Espanha — é um parceiro totalmente confiável”, disse ele, acrescentando que não havia informações de inteligência indicando que uma entrada em massa fosse iminente.
O sindicato AUGC, que representa a Guarda Civil espanhola, afirmou estar solicitando um reforço de pelo menos 200 agentes e alertou que é necessário um esforço maior para impedir que as pessoas contornem a nova barreira inflável a nado.
Madri afirmou que as pessoas que entraram em Ceuta irregularmente não poderiam viajar para o resto da Espanha continental ou para qualquer outro lugar na zona Schengen.
Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores acrescentou que os viajantes que saem de Ceuta por via marítima ou aérea são submetidos a verificações de identidade pela polícia, o que representa uma segunda camada de controle após a fronteira terrestre com Marrocos.
Ao contrário da maior parte da Europa, a Espanha adotou uma postura mais aberta em relação aos migrantes, introduzindo um programa para conceder residência a mais de meio milhão de pessoas sem documentos.
noticia por : UOL






