11 de agosto de 2026 - 10:36

Deposto, Assad é condenado à morte por assassinatos e torturas na Síria

Primo de Assad também recebeu a mesma pena e foi o único réu presente no julgamento. Vestindo uniforme de presidiário e dentro de uma cela, Atef Najib, primo de Assad por parte de mãe, foi considerado culpado por supervisionar a repressão na província de Daraa.

Guerra civil e novo governo sírio

A guerra civil na Síria teve origem nos protestos da Primavera Árabe, em 2011. O estopim da revolta ocorreu em março daquele ano, na cidade de Daraa, após a prisão de 15 estudantes acusados de escrever slogans contra o governo nos muros da cidade.

Segundo moradores, os jovens foram torturados sob custódia, o que desencadeou manifestações pela sua libertação. A repressão violenta aos protestos se espalhou pelo país e deu origem a um conflito que deixou mais de 500 mil mortos, milhares de desaparecidos e mais de 10 milhões de deslocados e refugiados.

Em 2024, uma coalizão de grupos armados tomou a capital, Damasco, encerrando um dos regimes autoritários mais longevos e violentos do Oriente Médio. A queda de Assad representou para muitos sírios o fim de uma era de repressão. Durante mais de cinco décadas, o regime recorreu a métodos brutais contra a própria população, incluindo torturas sistemáticas, desaparecimentos forçados, prisões arbitrárias, ataques com bombas de barril e até o uso de armas químicas.

O novo governo sírio é liderado por Ahmed al-Sharaa, líder sunita que chefiou a coalizão responsável pela derrubada de Assad. O governo de transição reúne figuras oriundas de grupos islamistas, alguns deles com histórico de vínculos com organizações como a Al-Qaeda e o Estado Islâmico.

noticia por : UOL

11 de agosto de 2026 - 10:36

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