20 de agosto de 2026 - 6:53

Em termos vagos, Trump declara guerra econômica e ameaça países que ajudam Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira (19) que vai conduzir uma “guerra econômica sem precedentes” contra o Irã, e ameaçou, em termos vagos, países que “oferecem qualquer tipo de salvação” financeira ao regime persa.

“Ninguém deu mais chances à República Islâmica do Irã de chegar a um acordo do que eu. Tragicamente para eles, eles não aproveitaram. Por isso, estou anunciando a operação econômica mais esmagadora jamais empreendida contra qualquer país”, escreveu Trump na sua rede social, a Truth Social.

“Será guerra econômica e isolamento em um nível sem precedentes”, prosseguiu o republicano. “A Marinha deles já era, a Força Aérea foi destruída, suas fábricas militares são escombros, a moeda deles não vale nada, e o país está por um fio.”

Na verdade, não há indicativos de que a economia iraniana esteja próxima de um colapso completo ou de uma crise muito maior do que a que já havia antes da guerra, causada por anos de pesadas sanções dos EUA e da Europa.

Além disso, apesar da destruição de seus navios e aviões de guerra, Teerã continua capaz de ameaçar com mísseis balísticos e drones países vizinhos e navios que tentam atravessar o estreito de Hormuz.

“Também declaro hoje que qualquer país que permita que suas instituições financeiras, empresas, aeroportos ou órgãos governamentais forneçam salvação econômica ao Irã sofrerá imensas consequências econômicas”, ameaçou Trump.

Não está claro se o presidente americano se refere a aliados mais próximos do Irã, como a Rússia e a China, ou a parceiros comerciais da República Islâmica em geral, grupo que inclui o Brasil —que exporta, principalmente, milho e soja ao país persa— e também aliados dos EUA, como Turquia, Índia e Paquistão.

“Tráfico de petróleo, swaps, transferências, casas de câmbio, empresas de fachada —tudo isso precisa parar agora”, escreveu o republicano. “Vocês sabem quem vocês são. Será um Dia D econômico, e precisamos de todos os nossos aliados para ficar do lado dos Estados Unidos da América para isolar e derrotar a ameaça iraniana.”

Ao longo de todo o conflito, iniciado pelos EUA e Israel com um bombardeio massivo contra o Irã que matou o líder supremo à época, Ali Khamenei, Trump vem pedindo apoio de países aliados para tentar reabrir o estreito de Hormuz ou auxiliar nas operações navais na região.

Neste domingo (16), por exemplo, o republicano retaliou contra a Coreia do Sul. Acusando Seul de se recusar a ajudar na “desnuclearização” do Irã, Trump reduziu um exercício militar conjunto programado para começar na segunda (17) e disse que a Coreia do Norte é um país inofensivo e respeitoso. Afirmou ainda ter excelente relação com o ditador norte-coreano, Kim Jong-un.

O americano concluiu a postagem desta quarta sobre o Irã dizendo que “esses maníacos estão nas últimas”. “Essas medidas históricas vão derrubá-los e acabar com sua capacidade de exportar terror para o mundo todo. O Irã jamais terá uma arma nuclear. Obrigado por sua atenção a esse assunto”, finalizou.

Trump, que não conseguiu obter sucesso no campo de batalha contra o Irã até aqui, está sob pressão da opinião pública americana, dos mercados de energia globais e de aliados no Oriente Médio para encontrar uma maneira de encerrar a guerra que começou em fevereiro deste ano.

noticia por : UOL

20 de agosto de 2026 - 6:53

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