“Cada um desses satélites, ao cruzar o campo de visão de um telescópio, deixa uma linha brilhante”, disse o astrônomo do ESO Olivier Hainaut, autor do estudo publicado na revista Astronomy & Astrophysics.
Um único rastro de luz pode ser um incômodo menor, mas quando o número se multiplica, podem surgir problemas graves. Cada rastro obscurece uma pequena parte da visão do espaço pelo telescópio, disse Hainaut.
A indústria global de satélites cresceu dramaticamente desde 2019, impulsionada por serviços de internet como o Starlink, da SpaceX de Elon Musk, e o Leo, da Amazon.
As conclusões do estudo basearam-se em simulações realizadas no Observatório de Paranal, no Deserto de Atacama, no Chile. Um modelo examinou uma constelação de até um milhão de satélites, com milhares de objetos iluminados visíveis acima do Very Large Telescope (VLT) do ESO no Atacama logo após o pôr do Sol.
Hainaut disse que o impacto dependeria tanto do número quanto do brilho dos satélites em órbita.
“Se houver 100 mil, esse é um nível de impacto suportável”, disse Hainaut.
noticia por : UOL






