Nesta sexta-feira, quando Flávio chegou aos Estúdios Globo, às 19h50, apenas três apoiadores o recepcionavam. As aposentadas Wilma do Nascimento, 71 anos, e Solange Vasconcelos, 60 anos, e o ator e cantor Júnior Cunha, 45 anos, que são amigos, tentaram atrair a atenção do presidenciável aos gritos..
Na saída do candidato, uma esperança. O trio saiu da frente da portaria e passou a caminhar pela Estrada de Curicica, entre idas e vindas, enquanto esperava a saída do candidato.
Apoiador se vestiu para chamar a atenção de Flávio. Minutos após Flávio entrar, chegou à portaria 4 o policial militar da reserva e taxista Vicente Freire, 71 anos. Vestindo uma camisa verde e amarela com o distintivo do Flamengo e ornamentado por um cachecol nas mesmas cores, ele também passou a circular aguardando o momento de aplaudir Flávio na saída. “Ele é vascaino e sempre reclama da minha camisa, gritando “ô, flamenguista!”. Venho com ela de propósito”, contou.
Desempenho na sabatina foi tema dos comentários. Minutos antes do início da sabatina, os quatro se reuniram ao redor do repórter, comentando o desempenho do candidato e reclamando dos entrevistadores. “Olha lá, vai voltar nesse assunto. Assim não dá, ele já respondeu”, reclamou uma das mulheres quando Renata Vasconcelos insistiu em perguntar ao candidato sobre a prestação de contas a respeito dos gastos com o filme “Dark Horse”.
No intervalo, um dos homens expôs sua solução para o Brasil. “Eu vou falar uma coisa, vocês podem não gostar, mas o Brasil precisa mesmo de um ditador, um ditador sério. Só um ditador sério pra dar jeito nesse país”, disse o apoiador.
Ao final, alívio e aplausos. “Flávio foi melhor que o esperado, desviou das pegadinhas. E olha que ele foi muito mais interrompido [pelos entrevistadores] do que o Lula”, afirmou Freire. A opinião foi compartilhada pelos demais, mas o grande momento ainda estava por vir: “Será que ele para pra tirar uma foto com a gente?”, questionou Wilma.
noticia por : UOL






