Alguma coisa subiu à cabeça de Flávio Bolsonaro. E não é nada que se pareça com bom senso. Nesta quinta-feira, o candidato conversou por videoconferência com o presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella. Falou em timbre de presidente eleito. Propôs uma parceria para combater o tráfico de drogas. Chegou mesmo a convidar o interlocutor para sua posse, em janeiro de 2027.
Em meio à adesão dos partidos do Centrão, o rival de Lula já discute a divisão dos ministérios. Surgiu nos bastidores uma bolsa de apostas. O senador eleito Guilherme Derrite, do PP, emerge como opção para a pasta da Segurança Pública. Expoente da bancada ruralista, o deputado Pedro Lupion, do Republicanos, é cotado para a Agricultura. Daniella Marques, também filiada ao Republicanos, surge como favorita para comandar a área social. O economista Roberto Campos Neto é mencionado para a Economia.
Às vésperas do dia 4 de outubro, o filho de Bolsonaro tinha escalado um discreto salto Anabela, mais compacto e próximo do chão. Já falava liquidar a fatura no primeiro turno. Abriu nas urnas uma vantagem de cerca de 2,2 milhões de votos sobre Lula. Isso corresponde a 1,87 ponto percentual. Sentindo o perfume das nuvens, Flávio Bolsonaro passou a se equilibrar sobre um salto do tipo agulha — bem mais alto do que a prudência recomenda.
noticia por : UOL






