São Paulo, 6 – A Coopercitrus fechou o primeiro trimestre do ano com um crescimento de 20%, em movimento considerado expressivo pelo diretor-presidente da cooperativa, Fernando Degobbi. A expectativa é manter o ritmo nos próximos meses. “Nosso crescimento está projetado entre 15% a 20%. Estamos no ritmo forte, isso dá aproximadamente R$ 9 bilhões”, disse o executivo, ao Broadcast Agro (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), após participação no Global Agrobusiness Festival (GAFFF), em São Paulo.A cooperativa também aposta na expansão da armazenagem de café como um diferencial competitivo. A previsão para este ano é de recebimento de 600 mil sacas. “Estamos crescendo, indo um pouco na contramão do mercado, por causa da nossa solidez e do grande share”, afirmou.Degobbi destacou que a segurança oferecida aos cooperados tem sido um atrativo diante de problemas recentes no setor. “Houve problemas no mercado com armazéns de café – café sumido, default. Na Coopercitrus, o café é 100% lote personalizado. Cada produtor sabe exatamente onde está seu café. Ele pode ir ao armazém e verificar. Não negociamos sem autorização do produtor. Isso dá muita segurança – e está chamando a atenção.”No segmento de insumos, a cooperativa também vê espaço para crescimento com a retração de alguns concorrentes. “Fundos, empresas internacionais compraram várias revendas, abriram dezenas de lojas em um ano, mas enfrentam dificuldades de integração e até problemas financeiros – alguns entrando em recuperação judicial. Isso abre espaço para ganharmos ainda mais mercado, pela confiança e solidez da Coopercitrus”, disse. Segundo Degobbi, mesmo durante a pandemia a cooperativa conseguiu manter crescimento orgânico, o que a diferencia de outros players do setor. “Muitos cresceram no faturamento, mas foi ilusão – o preço do fertilizante dobrou. Venderam o mesmo volume, só que mais caro. Nós crescemos com base sólida.”
noticia por : UOL






