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Atletas transgênero agora estão excluídas das Olimpíadas.
DO REPÓRTERMT
O Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou, hoje (26), uma mudança drástica em suas regras de elegibilidade que impactará diretamente os Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028. A partir de agora, a participação em categorias femininas, tanto em esportes individuais quanto coletivos, está restrita exclusivamente a “mulheres biológicas”. A comprovação será feita por meio de um exame genético único do gene SRY.
A nova diretriz, detalhada em um documento de 10 páginas, alinha o órgão máximo do esporte mundial à ordem executiva do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre esportes femininos. Segundo o COI, a medida visa “proteger a justiça, a segurança e a integridade na categoria feminina”.
A regra também impõe restrições a atletas com Diferenças de Desenvolvimento Sexual (DSD), o que atinge competidoras como a bicampeã Caster Semenya.
A decisão marca a primeira grande ação da presidente do COI, Kirsty Coventry, a primeira mulher a liderar a entidade em 132 anos. “A elegibilidade agora está limitada a mulheres biológicas”, afirmou o comitê, justificando que pesquisas demonstram que o desenvolvimento biológico masculino confere vantagens físicas permanentes em força, potência e resistência, que não são eliminadas após a transição.
A política não terá efeito retroativo e não se aplicará a categorias de base ou esportes recreativos. Embora a Carta Olímpica defenda o esporte como um direito humano, o COI optou por uma regra unificada para encerrar as divergências entre as federações internacionais.
Antes de Paris 2024, modalidades como natação, atletismo e ciclismo já haviam adotado restrições semelhantes para mulheres trans que passaram pela puberdade masculina.
FONTE : ReporterMT






