O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas deve decidir na próxima semana sobre uso da força em Hormuz. O colegiado vai votar uma resolução do Barein para proteger a navegação comercial dentro e ao redor da região, disseram diplomatas com conhecimento do assunto. A China, que tem poder de veto, deixou clara, no entanto, sua oposição a qualquer autorização do uso da força.
Hormuz é uma das principais rotas estratégicas do planeta: cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo passa por ali. O bloqueio tem impactado diretamente no preço do combustível. Com a restrição à circulação na região, o preço do barril do Brent, referência internacional para o petróleo, acumula alta de 50,7% desde o dia 27 de fevereiro, de US$ 71,48 para US$ 109,24.
Bloqueio reduziu drasticamente número de embarcações/ que passam pelo local. Dados da empresa Kpler publicados pela agência de notícias AFP apontam que apenas 221 navios cruzaram o estreito entre 1º de março e ontem. Antes da guerra, cerca de 130 a 140 embarcações por dia passavam pela rota.
EUA e Irã buscam piloto de caça abatido
Países entraram no segundo dia de buscas pelo piloto desaparecido após as forças iranianas derrubarem um caça americano ontem. Segundo o jornal norte-americano New York Times, há um temor de que o militar seja usado como moeda de troca contra os Estados Unidos, caso seja encontrado pelo Irã.
O piloto conseguiu se ejetar após a aeronave ter sido atacada. Especialistas ouvidos pela imprensa internacional dizem acreditar que ele provavelmente possui um kit de sobrevivência e pode enviar sinais para as tropas norte-americanas.
noticia por : UOL






