A 1ª Maratona Internacional do Paraná, realizada no último fim de semana no litoral do Estado, contou com a participação de vários atletas apucaranenses. O evento reuniu mais de 20 mil competidores para celebrar a inauguração da Ponte de Guaratuba, permitindo que os corredores de 5 km, 10 km, 21 km e 42 km cruzassem a nova estrutura.
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O idealizador da prova, o empresário José Guilherme Leprevost, destacou que o apelo do evento foi muito além do esporte, atraindo profissionais e amadores pelo simbolismo histórico do momento. “No caminho, quando as pessoas entravam na ponte ou no percurso sobre ela, víamos muitos participantes emocionados, com lágrimas escorrendo, não só pela própria superação física, mas por viverem esse momento ímpar. E essa mesma emoção a gente via no rosto de quem estava trabalhando nas provas”, disse. A intenção da organização, segundo Leprevost, é realizar a maratona anualmente no feriado de Páscoa, mantendo a chamada Ponte da Vitória como o grande marco do percurso.
Para os representantes de Apucarana (PR), vivenciar a emoção de correr no novo cartão-postal paranaense foi um diferencial. O consultor de veículos Edson Tiago Sodré, de 42 anos, escolheu o evento para completar sua primeira maratona, cruzando a linha de chegada em 3 horas e 48 minutos. Ele relatou que a preparação exigiu alto volume de treinos junto à sua equipe local. “Foi uma corrida histórica que marca o início de um novo ciclo, a inauguração da ponte, e a minha história, já que, pela primeira vez, completei uma maratona”, comentou.
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O designer e fotógrafo, Rogério de Oliveira, de 43 anos, também correu os 42 km entre Guaratuba e Matinhos. Em sua terceira maratona, ele contou que o ciclo de preparação começou logo após a tradicional Prova 28 de Janeiro, com o aumento progressivo da quilometragem semanal. “No meio do ciclo aconteceu uma lesão, tive que diminuir o volume e realizar um tratamento com fisioterapeuta”, lembrou o atleta, que usou um duatlo em Arapongas e a Prova Tiradentes, em Maringá, como testes de resistência antes do litoral. “Apesar de ser desgastante e os treinos tomarem um bom tempo da gente, o pensamento já está em qual será a próxima e qual estratégia seguir”, completou, animado.
Já o arquiteto e professor Henrique Bolonhezi, de 47 anos, participou da meia maratona (21 km) e ressaltou o visual do local. Com duas décadas de experiência em corridas, ele explicou que a preparação para o percurso envolveu treinos longos e com variação de altimetria, suplementação e adaptação climática. Bolonhezi elogiou a organização do evento e a forte presença do público, que formou um corredor humano para aplaudir os atletas na chegada. “Eu coloco ela entre as melhores provas que já participei. Nunca tinha corrido em uma ponte. Ela realmente é muito linda, você vê a Baía de Guanabara, a Serra do Mar. É uma sensação diferente e ao mesmo tempo você está fazendo parte da história”, afirmou.
Henrique Bolonhezi, de 47 anos – Foto: Foco Radical/Arquivo pessoal
Entre as melhores do país
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A 1ª Maratona Internacional do Paraná já nasce consolidada no cenário nacional ao conquistar o selo Permit Ouro, certificação máxima de qualidade que a coloca no seleto grupo das oito maratonas “majors” do Brasil, garantindo rigorosos padrões técnicos e a homologação de resultados exigida para rankings internacionais.
O trajeto exigiu preparo dos corredores devido à altimetria variada, ao vento costeiro e à alta umidade. A maratona principal apresentou duas subidas fortes antes e depois da travessia, somando um ganho de elevação de 232 metros em três fases distintas: uma sequência de aclives e declives no início, uma nova subida acentuada no meio da prova e um final totalmente plano. As distâncias menores também impuseram desafios, com largadas em subidas fortes antes do cruzamento da ponte, oferecendo um grau de exigência física intermediário a elevado.
As provas de 5 km e 21 km, por sua vez, começaram com subida forte, seguindo em descida até cruzar a ponte e retornar. Já os 10 km contaram com duas subidas e duas descidas ao longo da ida e da volta, oferecendo uma prova de exigência física intermediária. O vento costeiro e a alta umidade levaram ainda mais dificuldade aos corredores.
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Foto: Felipe Henschel/AEN
Ponte de Guaratuba
A Ponte de Guaratuba, oficialmente batizada de Ponte da Vitória, foi inaugurada no dia 1º de maio. Com uma estrutura de 1.240 metros, ela era um desejo antigo de moradores, comerciantes e turistas que, até então, dependiam da travessia por ferry boat entre Guaratuba e Matinhos, iniciada nos anos 1960.
Foto: Felipe Henschel/AEN
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noticia por : UOL





