Paralelamente às medidas internas, o governo busca reforçar sua estratégia diplomática. Modi iniciou nesta sexta-feira (15) uma viagem pelos Emirados Árabes Unidos e países europeus com a segurança energética como tema central. Ao chegar a Abu Dhabi, destacou a importância de manter o estreito de Ormuz aberto e em conformidade com o direito internacional, em sinal de preocupação com o fluxo global de petróleo.
As conversas com autoridades dos Emirados devem incluir acordos nas áreas de petróleo e gás, além de investimentos no país. Segundo o governo indiano, há expectativa de que parcerias estratégicas possam ajudar a reduzir a dependência de rotas vulneráveis e ampliar a resiliência energética.
Ceticismo
O esforço reflete uma mudança mais ampla na política econômica. A combinação de preços elevados de energia, moeda sob pressão e reservas cambiais em queda obriga o país a equilibrar crescimento e estabilidade. Nesse cenário, o ajuste depende não apenas de políticas públicas, mas também da capacidade do governo de mobilizar a população.
A reação nas ruas indica, porém, que o desafio vai além de orientar o consumo. Sem medidas mais concretas e visíveis, parte da população demonstra ceticismo em relação à eficácia dos apelos. Ao mesmo tempo, o avanço da crise energética global coloca a Índia entre os países mais expostos aos efeitos de um choque prolongado no mercado de petróleo.
Com crescimento econômico ainda robusto, mas pressionado por fatores externos, o país tenta evitar um descompasso mais profundo. A estratégia passa por diversificar fornecedores, controlar gastos e reduzir a dependência de energia importada objetivos que, no curto prazo, dependem diretamente da adesão da população às medidas propostas.
noticia por : UOL






