9 de julho de 2026 - 19:33

Polícia do Rio busca suspeito de estupro coletivo no Rio

A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou, nesta quinta-feira (9), uma operação para tentar prender Gabriel Oliveira Palmieri, 24. Ele é suspeito de ter participado de um estupro coletivo contra uma adolescente ocorrido em agosto de 2023 em Botafogo, na zona sul da capital fluminense.

Como ele não foi localizado, passou a ser considerado foragido da Justiça, segundo o delegado Ângelo Lages, titular da 12ª DP (Copacabana), responsável pela investigação.

A reportagem não identificou nenhum advogado constituído para representar Gabriel. Segundo o delegado Ângelo Lages, nenhum defensor procurou a Polícia Civil até esta quinta-feira (9) para tratar do caso.

Policiais civis cumpriram diligências em endereços ligados ao suspeito no Catumbi, na região central do Rio, e em Botafogo. Além da ordem de prisão, a Justiça autorizou buscas para apreensão de celulares e outros aparelhos eletrônicos que possam contribuir para o avanço das investigações.

De acordo com a Polícia Civil, Gabriel é uma das três pessoas que participaram do estupro. Os outros dois suspeitos eram adolescentes na época do crime. Eles também são investigados por participação em outro caso de violência sexual coletiva, ocorrido em janeiro deste ano, em Copacabana. Em razão desse episódio, a polícia também solicitou mandados de busca e apreensão contra ambos.

Segundo a investigação, o caso de 2023 ocorreu em um imóvel na rua São Clemente, em Botafogo. A vítima foi ao local para encontrar um adolescente que, à época, tinha 14 anos. Conforme o depoimento prestado por sua mãe, após entrar no quarto com o jovem, a menina foi coagida a permitir a entrada dos outros dois suspeitos.

Ainda de acordo com o relato, o estupro durou uma hora e meia. A adolescente também sofreu agressões físicas com tapas no rosto e socos na costela. A polícia afirma ainda que o episódio foi filmado e que as imagens foram posteriormente divulgadas pelos investigados como forma de constranger a vítima.

Os investigadores disseram que imagens das lesões e mensagens trocadas após o episódio corroboram a versão apresentada pela vítima.

A investigação foi concluída com o indiciamento de Gabriel por estupro coletivo qualificado. Os outros dois envolvidos responderão por ato infracional análogo ao mesmo crime.

Caso foi descoberto durante investigação em Copacabana

A apuração sobre o abuso de 2023 ganhou novos desdobramentos durante a investigação de outro caso de estupro coletivo, ocorrido em 31 de janeiro deste ano, em um apartamento em Copacabana.

Na ocasião, quatro jovens foram presos e um adolescente apreendido, acusados de participação no crime contra uma adolescente de 17 anos.

Durante a investigação desse episódio, a Polícia Civil identificou indícios de que dois dos adolescentes envolvidos também teriam participado do caso ocorrido em Botafogo, o que levou à retomada das apurações e ao indiciamento dos três suspeitos pelo crime de 2023.

noticia por : UOL

9 de julho de 2026 - 19:33

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