16 de julho de 2026 - 23:18

Prepare-se para ver seu candidato dançar (literalmente) nas eleições

O senador baiano pelo PT Jacques Wagner dançou. O pré-candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União) também dançou. Renan Santos (Missão), pré-candidato à Presidência, dançou ao lado de seus colegas de partido Kim Kataguiri e Arthur do Val. Até o senador e pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez sua dancinha. E não estranhe se nos próximos meses o presidente e pré-candidato à reeleição Lula (PT) resolver aderir à dança também.

A tendência, que começou nas eleições municipais de 2022 e vem ganhando força na pré-campanha de 2026, é que os candidatos apareçam cada vez mais fazendo dancinhas e coreografias das mais diversas nas redes sociais. Se em 2018 as eleições foram fortemente influenciadas pelo Facebook, e em 2022 pelo Twitter, em 2026 os eleitores irão vivenciar as “eleições do TikTok”.

A crescente influência do marketing digital nas campanhas políticas vem levando os estrategistas a apostarem em conteúdos que em outros tempos soariam no mínimo estranhos. Se antes o que se valorizava mais eram as propostas e o debate político, agora vale mais construir uma imagem carismática para vencer a barreira da rejeição.

Hoje, o percentual de votos que pode decidir uma eleição gira entre 3 e 5 pontos percentuais. A polarização entre esquerda e direita faz com que cada lado tenha uma base sólida de apoiadores e daqueles que rejeitam o outro lado, independente de quem seja o candidato adversário.