Na América Central e no norte da América do Sul, temperaturas sem precedentes foram favorecidas pelo El Niño, que começou em junho e deve atingir seu pico no fim do ano.
Do México ao norte do Brasil, passando pela costa do Pacífico e pelo planalto das Guianas, cerca de 110 milhões de pessoas enfrentaram, em julho, o mês mais quente desde o início dos registros disponíveis.
El Salvador, Nicarágua e Honduras, países situados na região conhecida como “Corredor Seco”, bateram, os três, seus recordes de temperatura mensal em junho e novamente em julho, aumentando os temores de fome.
Oceanos em níveis recordes
Os oceanos também chamaram a atenção dos pesquisadores do Copernicus. Em julho, a temperatura da superfície dos mares fora das regiões polares atingiu o maior nível já registrado para o mês, marcando o segundo recorde consecutivo.
O aquecimento foi particularmente intenso no Pacífico tropical, onde começam a se formar condições associadas ao fenômeno El Niño. Esse aquecimento anormal das águas do oceano costuma influenciar o clima em diferentes regiões do planeta, aumentando a probabilidade de eventos extremos, como secas, ondas de calor e chuvas intensas.
noticia por : UOL





