
OMS cobra da Rússia informações sobre pneumonia misteriosa
A Rússia afirmou nesta quarta-feira (7) que não há “nenhum risco epidêmico” na Sibéria após a morte de uma funcionária de um instituto de pesquisas sobre a peste. A Mongólia, no entanto, determinou o reforço da vigilância, enquanto vários países pediram mais transparência de Moscou.
Na semana passada, o veículo russo People of Baikal noticiou a morte de uma mulher de 28 anos que trabalhava no laboratório do instituto, em Irkutsk. Segundo a publicação, ela teria sido infectada após quebrar um tubo de ensaio.
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Os Estados Unidos, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e países da União Europeia pediram que a Rússia seja transparente sobre o caso.
“Mais de 90% das pessoas que tiveram contato com a paciente já passaram por acompanhamento médico. Nenhum problema de saúde relacionado a uma doença infecciosa foi identificado”, afirmou nesta quarta-feira a agência russa de saúde pública Rospotrebnadzor.
Segundo a Rospotrebnadzor, a técnica de laboratório “havia sido vacinada e tinha imunidade contra as infecções perigosas com as quais trabalhava”.
“Não há nenhum risco epidêmico para a população de Irkutsk e da região de Irkutsk”, afirmou a agência.
Duas comissões de especialistas em segurança biológica concluíram que “não foi constatada nenhuma situação de emergência relacionada à manipulação de microrganismos patogênicos”, acrescentou a agência.
A peste é uma doença infecciosa causada por bactérias. A forma pulmonar é altamente contagiosa e pode ser fatal se não for tratada rapidamente, segundo a OMS.
Yersinia pestis é causadora da peste pneumônica e da peste bubônica
picture-alliance/BSIP/J. Cavallini
“Pneumonia”
Uma comissão sanitária havia afirmado anteriormente que os exames feitos na funcionária indicavam que ela morreu de “pneumonia” de origem “indeterminada”. Segundo a comissão, “nenhum microrganismo relacionado à atividade profissional da jovem foi identificado em suas amostras biológicas”.
O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, pediu que a população considere apenas as informações divulgadas pela agência russa de saúde pública.
“A mídia divulga muitas informações, e a grande maioria do que está sendo publicado sobre essa situação é falso”, disse Peskov a jornalistas.
Ele também afirmou que “não tinha informação” sobre um pedido formal de Washington para obter esclarecimentos sobre o caso. Segundo Peskov, Moscou já havia informado a OMS sobre a situação.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na última terça (6) que pretendia conversar “muito em breve” por telefone com o presidente russo, Vladimir Putin, para tratar do caso.
Questionado sobre o assunto, Peskov disse, no entanto, que a situação “não havia sido objeto de discussões concretas até o momento”.
A porta-voz da Comissão Europeia, Eva Hrncirova, pediu que a Rússia forneça informações “rápidas e transparentes”.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, pediu esclarecimentos sobre “informações divulgadas pela mídia sobre um segundo funcionário com pneumonia de origem indeterminada”.
A OMS avaliou na última terça-feira (6) que o risco era “baixo” para a Rússia e “muito baixo” para a Europa.
Segundo a Rospotrebnadzor, cerca de 16 mil casos de infecções respiratórias virais são registrados por semana na região de Irkutsk. A agência afirmou que não houve tendência de alta no número de casos nas últimas duas semanas.
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Fonte: G1






