12 de outubro de 2026 - 17:59

Irã nega envolvimento em tentativa de atentado a base aérea no Reino Unido após acusação de premiê britânico


Polícia do Reino Unido investiga se prisão de suspeitos de terrorismo perto de base militar tem relação com Irã
O embaixador do Irã no Reino Unido negou qualquer envolvimento iraniano na tentativa de atentado contra a base aérea da RAF Fairford, no fim de setembro, em declaração nesta segunda-feira (12).
Seyed Ali Mousavi afirmou à mídia estatal iraniana IRNA que Teerã não teve participação no caso e que o regime está disposto a cooperar com as autoridades britânicas em sua investigação.
“Teerã não teve qualquer envolvimento neste assunto e, se o governo britânico possuir quaisquer documentos ou provas que sustentem as suas alegações, deverá apresentá-los”, afirmou.
A declaração foi dada pouco depois do Ministério das Relações Exteriores britânico emitir uma declaração conjunta, assinada por mais de 25 países, incluindo os EUA, em que atribui ao Irã envolvimento no incidente.
Em discurso no Parlamento, o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, também acusou Teerã:
“Posso confirmar nossa avaliação de que é altamente provável que tenha sido coordenado no Irã, quase certamente dirigido pela Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC). Não toleraremos essas ameaças em nosso território. Vamos reprimir o uso de redes criminosas pelo Irã, utilizando todos os nossos poderes para atingi-las e suas fontes de financiamento, e imporemos novas sanções para restringir a capacidade do Irã e da Guarda Revolucionária Islâmica de nos prejudicarem”.
Relembre o caso
Um policial bloqueia uma estrada próxima à base aérea da RAF Fairford, que abriga pessoal da Força Aérea dos Estados Unidos (USAF), em Fairford, Gloucestershire, Grã-Bretanha,
REUTERS/Toby Shephear
A tentativa de ataque à base aérea RAF Fairford, no sudoeste da Inglaterra, que foi usada por bombardeiros americanos para realizar ataques contra o Irã, ocorreu no dia 27 de setembro.
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Cinco homens foram detidos sob suspeita de crimes relacionados a explosivos, depois que três vans que supostamente estariam carregadas de explosivos foram encontradas perto do local.
Um dia depois, todos eles, que são cidadãos britânicos, foram liberados sob fiança. A decisão foi criticada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
“Eu não teria feito isso”, disse Trump a jornalistas. “Eles têm trabalhado muito bem. Trabalharam muito próximos de nós. Sabemos tudo sobre eles. Nós não os teríamos libertado.”
Questionado sobre a possibilidade de o caso ter ligação com o Irã, Trump respondeu que “pode ser”, mas evitou dar detalhes. “Eu sei a resposta, posso ser muito específico, mas prefiro não dizer”, afirmou.
Na ocasião, a embaixada do Irã em Londres já havia negado que o país esteja por trás do plano. Em comunicado publicado no X, a representação iraniana afirmou que as suspeitas são “infundadas e maliciosas”.
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Fonte: G1

12 de outubro de 2026 - 17:59

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