7 de março de 2026 - 1:47

TJ libera condenado por lavar de dinheiro de facção para participar de retiro religioso

VANESSA MORENO

DO REPÓRTERMT

O desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Jorge Luiz Tadeu Rodrigues, autorizou Rodrigo de Souza Leal a realizar uma viagem para participar de um retiro religioso em Santo Antônio de Leverger (a 35 km de Cuiabá). Ele foi condenado a 10 anos e 9 meses de prisão por participar de um esquema de lavagem de dinheiro da maior facção criminosa atuante em Mato Grosso, por meio da compra de casas noturnas e realização de shows.

Embora condenado, Rodrigo Leal cumpre medida cautelar diversa da prisão e está proibido de se ausentar de Cuiabá sem autorização judicial. Sendo assim, ele pediu para participar do retiro “Encontro com Deus – Legacy”, organizado pela igreja Lagoinha, que foi realizado entre os dias 24 e 26 de outubro na Chácara Sol e Lua. O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) foi favorável ao pedido.

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“Não obstante, a despeito da legalidade da atuação judicial, não vejo óbice à concessão da ordem, ainda que de ofício, para permitir ao paciente a participação do evento religioso ‘Encontro com Deus – Legacy’, realizado na Chácara Sol e Lua, em Santo Antônio do Leverger/MT”, autorizou o desembargador.

A sentença que condenou Rodrigo Leal foi publicada no dia 18 de agosto e proferida pelo juiz Jean Garcia de Freitas, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá. O condenado foi alvo da Operação Ragnatela, deflagrada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) em junho de 2024, para investigar o esquema de lavagem de dinheiro por meio de casas noturnas e shows.

Além de Rodrigo, outras sete pessoas também foram condenadas, sendo eles: Willian Aparecido da Costa Pereira, Joadir Alves Gonçalves, Agner Luiz Pereira de Oliveira Soares, Kamilla Beretta Bertoni, Elzyo Jardel Xavier Pires, Joanilson de Lima Oliveira e João Lennon Arruda de Souza. A maioria cumpre a pena em liberdade.

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Segundo as investigações, o bando adquiria dinheiro por meio do tráfico de drogas e, em seguida, repassava para promotores de eventos para custear shows. Alguns dos eventos eram realizados no antigo Dallas Bar, que ficava localizado na Avenida Beira Rio, em Cuiabá.

Em setembro do mesmo ano, a segunda fase da operação, chamada Publicare, foi deflagrada. Foi quando a polícia descobriu que o esquema criminoso contava com a participação do ex-vereador Paulo Henrique (MDB), que era secretário municipal de Ordem Pública e intermediava concessão de licenças para shows em troca de dinheiro.

FONTE : ReporterMT

7 de março de 2026 - 1:47

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