6 de março de 2026 - 2:28

1 em cada 5 crianças no mundo vive em extrema pobreza, diz Unicef

Uma em cada cinco crianças no mundo vive em situação de extrema pobreza, com menos de US$ 3 por dia, segundo um estudo do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) divulgado nesta quarta-feira (19). Na cotação atual, esse valor corresponde a R$ 16.

A taxa de crianças em privações severas caiu de 3 em cada 5, em 2000, para 2 em cada 5, em 2023, mas a entidade alerta que esse avanço estagnou após a pandemia.

“O crescimento econômico está desacelerando em muitas economias em desenvolvimento, comprometendo sua capacidade de expandir programas de combate à pobreza e serviços públicos para crianças”, diz o relatório a Situação das Crianças no Mundo em 2025.

Liliana Chopitea, chefe de Políticas Sociais do Unicef no Brasil, essas mais de 400 milhões de crianças são privadas de dois ou mais direitos básicos como: água potável, nutrição, moradia, saúde.

“Estamos falando de crianças que vão dormir com fome ou que ficam doentes e não têm acesso a um médico para atendê-las. A pobreza que afeta essas crianças não é só sobre a renda, mas sobre condições para a existência”, diz Liliana.

Segundo o estudo, mais de 75% das crianças nessa situação de pobreza extrema moram na África Subsaariana. Em seguida, as regiões mais afetadas são o leste asiático e o Pacífico.

Ainda segundo o relatório, 22,3% das crianças de 0 e 4 anos de idade estão em extrema pobreza. “Esses primeiros anos de vida são fundamentais para o desenvolvimento humano. Por isso, a importância de políticas públicas que sejam olhadas para essa população. Além da tragédia para essas crianças, o mundo está perdendo capital humano.

O estudo divulgado nesta quarta não traz dados específicos do Brasil, mas um levantamento do Unicef no fim do ano passado indicou que o país reduziu o número de crianças e adolescentes de 0 a 17 anos vivendo na pobreza.

Em 2017, o Brasil tinha 34,3 milhões de crianças nessa situação. Em 2023, o número caiu para 28,8 milhões —o que representa mais da metade da população de 0 a 17 anos.

noticia por : UOL

6 de março de 2026 - 2:28

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