“Em Moscou, a Hungria tem sido vista como um precioso interlocutor problemático dentro da UE, mantendo laços energéticos… e adotando, de longe, o tom mais duro em relação à Ucrânia do que qualquer outro país da UE. Nos Estados Unidos, a Hungria tem chamado a atenção como um laboratório de política soberanista.”
O apoio público do governo Trump a Orban foi coroado esta semana com uma visita do vice-presidente dos EUA, JD Vance, que atacou o que chamou de interferência “vergonhosa” da UE na votação. Um porta-voz da Comissão Europeia disse que as eleições eram “a única escolha dos cidadãos”.
Moscou não demorou a seguir o exemplo. Na quarta-feira, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que “muitas forças na Europa, muitas forças em Bruxelas, não gostariam que Orban ganhasse as eleições novamente”.
A Hungria, que criticou as sanções da UE contra Moscou, continua fortemente dependente do petróleo e do gás russos. Citando uma disputa com Kiev sobre um oleoduto danificado pela guerra, Orban, 62 anos, bloqueou um empréstimo da UE para a Ucrânia acordado em dezembro, o mais recente de seus muitos conflitos com Bruxelas.
VISÕES CONTRASTANTES
O líder do Tisza, Magyar, 45 anos, prometeu reprimir a corrupção, liberar bilhões de euros de fundos congelados da UE e taxar os mais ricos, além de reformar o combalido sistema de saúde húngaro.
noticia por : UOL





