17 de setembro de 2026 - 13:14

Caixa faz nova proposta para o plano de saúde, mas greve da categoria segue; veja o que foi oferecido

A Caixa Econômica Federal apresentou, na madrugada desta quinta-feira (17), uma nova proposta para o plano de saúde dos bancários, para tentar acabar com a greve nacional da categoria. A paralisação continua, no entanto, até segunda (21), quando deverá haver assembleia de funcionários.

O banco público amplia de 6,5% para 9% o teto de participação sobre a folha de pagamento no custeio do Saúde Caixa a partir de 2027, mantém o pacto intergeracional e o plano de saúde no acordo coletivo de trabalho. Não haverá cobrança diferenciada por faixa etária.

Os bancários da Caixa estão em greve há uma semana, desde 10 de setembro. Quem busca atendimento em agências em várias localidades, como São Paulo, Paraná e outros estados, encontra portas fechadas, com cartazes e faixas explicando sobre a paralisação.

A instituição orienta clientes a usar os caixas eletrônicos e canais pela internet.

Segundo a proposta, para 2026, não haverá reajuste nas mensalidades e a Caixa assumirá o déficit do plano. A partir de 2027, a contribuição do titular será de 3,7% da remuneração-base dos funcionários e a de dependente direto, de R$ 560.

Para dependente indireto que for filho de 21 a 24 anos, a mensalidade será de R$ 660. Para filhos de 24 a 27 anos e pais/mães remanescentes, a mensalidade será de R$ 900. O limite do grupo familiar (titular e dependentes diretos) será de 9%.

Em relação à proposta anterior, a oferecida nesta madrugada reduz de R$ 150 para R$ 120 a cobrança de consulta em pronto atendimento e mantém a isenção de coparticipação para atendimentos por telemedicina.

Em nota, a Caixa afirma que mantém o diálogo aberto com as entidades representativas dos empregados e retornou à mesa de negociação com o objetivo de construir um entendimento que contemple os interesses de todas as partes envolvidas.

Segundo o banco, durante esse período, os clientes podem utilizar os canais digitais para pagar conta, como o aplicativo da Caixa, o internet banking e o WhatsApp (0800-1040104), além dos apps Caixa Tem, Cartões CAIXA, Habitação CAIXA, DPVAT e FGTS.

O atendimento telefônico está disponível pelo Alô CAIXA, nos números 4004 0104 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800 104 0104 (demais localidades). Também estão disponíveis os caixas eletrônicos e a rede Banco24Horas.

Para Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro ligados à Central Única dos Trabalhadores) e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, a proposta representa avanço, em especial no que diz respeito ao teto do custeio do plano.

“A mobilização mostrou que era necessário colocar mais recursos da empresa no Saúde Caixa e preservar um princípio fundamental do nosso plano, que é o pacto intergeracional. E só conquistamos isso em mesa de negociações graças à mobilização dos trabalhadores.”

Trabalhadores ouvidos pela Folha em condição de anonimato afirmam que o plano de saúde passa por dificuldades há anos, com déficit, e novas regras afastam médicos, que têm se descredenciado, mas disseram que a proposta da Caixa com os reajustes e o que os funcionários teriam de custear anulava o aumento real que já conquistaram nos salários.

Bancários de bancos privados e do Banco do Brasil já tiveram o reajuste salarial definido. Eles vão receber a correção da inflação pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) mais 0,6% de aumento acima da inflação.

No caso das instituições privadas, a convenção coletiva de trabalho da categoria foi assinada quarta-feira (9) garantindo reajuste salarial acima da inflação para cerca de 500 mil bancários.

A do BB foi fechada depois, por conta de greve da categoria. O mesmo percentual de reajuste será aplicado nos benefícios de vale-alimentação, vale-refeição e auxílio-creche.

Colaborou Guilherme Matos

noticia por : UOL

17 de setembro de 2026 - 13:14

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