Ação policial após comemoração de eleição em Apucarana gera debate na Câmara

4 min de leitura
Ação policial após comemoração de eleição em Apucarana gera debate na Câmara

O resultado do segundo turno das eleições presidenciais foi um dos assuntos mais discutidos na sessão da Câmara de Vereadores de Apucarana nesta segunda-feira (26). A ação policial que reprimiu uma manifestação no domingo (25) a Praça Rui Barbosa com uso de armamento não letal e culminou na prisão de três apoiadores do presidente Lula, levou ao plenário manifestantes que foram à Casa acompanhar a votação de um requerimento solicitando informações à Polícia Militar (PM) e Guarda Civil Municipal (GCM) de Apucarana a respeito da intervenção.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

📰 LEIA MAIS: Tumulto pós-eleição termina com três pessoas detidas pela PM no centro de Apucarana

De autoria do vereador Odarlone Orente (PT), o requerimento entrou em regime de urgência. Segundo o vereador, há discrepância entre a versão apresentada pelas autoridades, que alegam que houve desacato, e pelos manifestantes, que afirmam que houve abuso de autoridade. Vídeos foram gravados na situação e mostram a ação, incluindo a imobilização de uma mulher.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

📲 Clique aqui e receba as notícias do grupo do TNOnline no WhatsApp

“Não havia policial feminina para fazer revista, um direito foi violado e isso precisa ser esclarecido. Não estamos contra as forças de seguranças, mas que elas sirvam de fato à sociedade”, comentou o vereador, acrescentando que o PT estadual vai acionar a Secretaria de Estado da Segurança.

A ativista cultural Luana Cristina de Oliveira, que estava presente na ocorrência falou em plenário. “Foram seis jatos de spray na minha cara. Eu estava apenas tentando conversar. Vim aqui para exigir respostas”, afirmou. “Será que outras pessoas de outro campo ideológico seriam tratadas da forma?”, comentou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em entrevista, o advogado Guilherme Schuindt, que acompanhou a abordagem, afirmou acreditar que o caso possa ter surgido por um mal entendido.

“O que é entendido por muitas das pessoas que estavam lá, é que houve uma interpretação equivocada diante das manifestações, que diziam sobre a aproximação do candidato Flávio Bolsonaro, que tem essa relação com a milícia, e os policiais interpretaram que existiam algumas pessoas ali imputando aos policiais como serem membros de alguma organização miliciana”, disse.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

							Ação policial após comemoração de eleição em Apucarana gera debate na Câmara

AutorFoto: TNOnline

“Eu, enquanto advogado, acompanhando a abordagem, após já ter me apresentado, acompanhando todas as diligências, também fui vítima, tomei um soco no rosto. Não houve confusão alguma, nem desacato entre os presentes. O que houve foi uma violência em relação às pessoas na praça, ocupando o espaço público e que tiveram uma série de direitos violados”, completou Schuindt.

O que diz a PMPR

Em nota, a PM do Paraná afirmou que “quando ocorrem situações que ultrapassam os limites legais, com a prática de condutas ilícitas, a Corporação realiza a pronta intervenção, adotando as medidas necessárias para restabelecer a ordem”. Confira a nota na íntegra:

“ESTADO DO PARANÁ

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

POLÍCIA MILITAR

COMANDO-GERAL

CENTRO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

NOTA À IMPRENSA

A Polícia Militar do Paraná (PMPR) atuou nas manifestações realizadas após os resultados eleitorais com o objetivo de garantir o livre exercício do direito de manifestação, preservar a ordem pública e assegurar a segurança da população.

Quando ocorrem situações que ultrapassam os limites legais, com a prática de condutas ilícitas, a Corporação realiza a pronta intervenção, adotando as medidas necessárias para restabelecer a ordem. Conforme as circunstâncias e a necessidade operacional, podem ser empregados instrumentos de menor potencial ofensivo, observados os protocolos vigentes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em ocorrências registradas em Guarapuava, Apucarana, Ibiporã e outras cidades do Estado, houve encaminhamentos relacionados a situações de desacato, posse de drogas, desobediência e lesão corporal.

Os envolvidos foram encaminhados para os procedimentos legais cabíveis, e a eventual responsabilização será analisada pelas autoridades competentes.

Curitiba, PR, 26 de outubro de 2026.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Centro de Comunicação Social da PMPR.

“POLÍCIA MILITAR DO PARANÁ: Nós fazemos a diferença!”

Gostou da matéria? Compartilhe!

Adicionar como fonte preferida no Google

noticia por : UOL