Por que a maioria das pesquisas não preveu a vitória de Lula? Mauricio Moura analisa

O Roda Viva desta segunda-feira (26) recebe o economista Mauricio Moura, fundador do Instituto Ideia e pesquisador da Universidade George Washington. Ele analisa o resultado do segundo turno das eleições do último domingo (25) e discute desdobramentos do pleito para o cenário político brasileiro.
Durante a entrevista, o pesquisador analisa o motivo da vitória de Lula (PT), reeleito à Presidência da República com 51,79% dos votos válidos, não ter sido apontada na maioria das pesquisas eleitorais. Segundo Moura, os institutos de pesquisa não conseguiram prever que a intensa mobilização da campanha petista acarretar uma queda expressiva no índice de abstenções.
“Essa eleição foi a dos eleitores improváveis. Obviamente, quando pessoas que têm baixa probabilidade de votar aparecem para votar, isso muda sua amostra. Acho que pouca gente incorporou a probabilidade real do que a aconteceu, da redução da abstenção no nível que foi, da mudança do branco e nulo para o voto em determinado candidato, principalmente para o presidente Lula”, comenta.
Por que as pesquisas eleitorais foram tão diferentes do resultado do segundo turno das eleições?
No #RodaViva, o economista Mauricio Moura, fundador do Instituto Ideia, explica qual fator não foi previsto pelos institutos de pesquisa.
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— Roda Viva (@rodaviva) October 27, 2026
O fundador do Ideia cita ainda a parcela de eleitores que decidiram o voto apenas no domingo de eleição. De acordo com ele, uma pesquisa do instituto apontou que esse índice foi de 10%.
“Também tem o aspecto da decisão ser de última hora. Isso acontece no mundo inteiro”, diz.
Moura também faz o alerta de que pesquisas eleitorais não entregam projeção, mas sim um “retrato do momento e do dia”.
“A única pesquisa que a gente consegue comparar com o resultado da eleição seria a pesquisa de boca de urna. Essa pesquisa é amplamente utilizada no mundo. Por que? Porque a boca de urna resolve dois temas que são críticos em pesquisas. O primeiro é que, na boca de urna, você só entrevista quem aparece para votar, no passado. Na boca de urna você também não tem mais os indecisos”, expõe.
Participam da bancada de entrevistadores Marina Demori, apresentadora do SBT News; Vinicius Mendes, jornalista da BBC Brasil; Tiago Dantas, gerente geral de política do Uol; Débora Freitas, apresentadora da Rádio CBN; Pedro Venceslau, analista de política da CNN Brasil; Ricardo Corrêa, coordenador de política em São Paulo no Estadão e comentarisra da Rádio Eldorado; e Luis Baila, jornalista da RTP.
Assista ao programa na íntegra:
Com apresentação de Ernesto Paglia, o Roda Viva vai ao ar na TV Cultura, com transmissão simultânea no YouTube e no site oficial da emissora.
noticia por : UOL

